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Roberto de Andrade: “Carille é o meu técnico até o final da gestão”
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Alexandre Praetzel

O Corinthians está na final do Campeonato Paulista para enfrentar a Ponte Preta, em duas partidas. O time chega à decisão com um esquema tático baseado no conjunto e na força defensiva, trabalho determinado pelo técnico Fábio Carille. O blog entrevistou o presidente Roberto de Andrade, que garantiu Carille até o final da sua gestão, em fevereiro de 2018, e ainda previu Campinas e Itaquera, como locais das partidas. Acompanhem abaixo.

O Corinthians mereceu chegar na final?

“Muito merecido. Não é pouco não. Jogou, ganhou dentro de campo, se empenhou, mostrou, jogou com grandes. Não foi jogo fácil, nenhum jogo foi fácil, jogamos no Morumbi, enfrentamos o São Paulo no nosso estádio, tem um grande time, as dificuldades são imensas. Mesmo ao longo do campeonato, todo mundo sabe, o Paulista é dificílimo de jogar, basta ver que nos últimos anos, um time do interior chegou sempre na final, até conquistando título. Então, acho muito merecido”.

Decisão em Campinas e na Arena do Corinthians?

“É isso aí. Se tudo correr normal, é assim que tem que ser”.

Como o Sr. analisa o time da Ponte Preta?

“Vejo forte. É um time forte, muito difícil de jogar. Vocês viram o jogo com o Palmeiras. O Palmeiras ficou pratimente 50, 60 minutos com a bola no pé e não conseguia furar aquela defesa da Ponte. É um jogo bem difícil. Então, não dá para falar que a Ponte é favorita, nem o Corinthians. É um jogo que nós temos que esperar e ver o que vai acontecer, mas é difícil”.

A aposta no Fábio Carille foi certeira?

“Acho que sim. Acho que vem fazendo um bom trabalho. O grupo assimilou bem tudo o que ele quer, tudo o que ele pede. Os resultados estão aparecendo. Isso ajuda também, né. Isso deixa o treinador com um pouco mais de tranquilidade para trabalhar e o elenco também. Estou muito contente”.

O título paulista fortalece a sua gestão, por ser no último ano?

“Não precisa de título para fortalecer gestão nenhuma. Independentemente disso, aquilo que estou fazendo pelo Corinthians, tenho convicção de que é o melhor para o Corinthians. Se vier um título, óbvio que é melhor. Nós já temos um Brasileiro na minha gestão. Se vier um Paulista, será muito bem-vindo”.

Carille é o seu treinador até o final da sua gestão?

“É. Meu treinador até o final da gestão”.

Houve muito prejuízo com a eliminação na Copa do Brasil?

“Não é muito representativo financeiramente, a não ser que você seja campeão, aí você tem um prêmio. Pensando de outra forma, qualquer dinheiro é bem-vindo. Como terá o dinheiro do Paulista, acaba tendo uma compensação. Eu acho quer perder, nunca é bom. Nunca ninguém quer, mas não dá para ganhar tudo. Infelizmente, não conseguimos passar nos pênaltis e estamos fora, mas estamos na final do Paulista”.

Roberto de Andrade tem mandato até o final de fevereiro de 2018. Além de estar na decisão do Paulista, o Corinthians ainda disputa a Copa Sul-Americana e terá o Brasileiro, a partir de 13 maio.


R. de Andrade diz que “seria legal pegar a Ponte” e já estuda reforços
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Alexandre Praetzel

O Corinthians pode ser Campeão Paulista, sem apresentar um futebol brilhante, mas simples e eficiente. A vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo, deixou o time próximo de mais uma decisão estadual. O blog conversou com o presidente Roberto de Andrade, sobre a possibilidade de mais uma conquista, no último ano de gestão, um possível confronto com a Ponte Preta, 40 anos depois, e a projeção para o Campeonato Brasileiro, competição em que acredita que o time precisa contratar dois ou três reforços para fortalecer o elenco. Leia abaixo.

Como o Sr. define o time do Corinthians hoje?

“Eu não tenho uma definição própria. Eu vou muito atrás do que vocês falam. Vocês dizem que é a quarta força e eu acredito que é a quarta força. Então, vamos aguardar. Estamos aí, trabalhando, brigando, somos a quarta força”.

O Sr. acha que o time está pronto para ser campeão ou ainda é cedo para falar isso?

“É muito cedo. Foi apenas o primeiro jogo contra o São Paulo, tem o jogo de volta, São Paulo é um grande time. Como nós ganhamos no Morumbi, o São Paulo pode muito bem ganhar no nosso estádio. Então, pés no chão, vamos trabalhar. Acredito que demos um passo importante, mas vamos aguardar o segundo jogo”.

Inter será mais difícil que o São Paulo, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil?

“Não sei fazer uma análise. Acho que os dois jogos serão difíceis, tanto Inter, quanto São Paulo no domingo. Eu acho que se o Corinthians repetir as últimas duas atuações, vai ser difícil tirar o Corinthians das duas competições. Vamos aguardar”.

O Sr. ficará satisfeito se o Corinthians for campeão com o futebol atual, apresentado pela equipe?

“Lógico. O título é o objetivo de qualquer clube e o nosso não é diferente. Acho que é um clube que vem num crescente, a cada jogo, os atletas estão se dedicando bastante, trabalhando muito. Eu acho que nós estamos no caminho certo”.

A final será Corinthians e Ponte Preta pelas vantagens dos primeiros jogos?

“É um bom caminho, mas no futebol já vimos de tudo. Então, é bom sempre ficar com os pés no chão, aguardando. As vitórias de Corinthians e Ponte Preta foram muito boas, mas em se tratando do Palmeiras, que é um grande time, pode fazer três gols também. Tudo pode”.

Seria legal enfrentar a Ponte Preta, 40 anos depois da histórica decisão de 1977?

“77 foi o título mais importante que eu vi. Estava no estádio, com 17 anos. Nunca tinha visto o Corinthians ser campeão. Mexeu com todos os corintianos e até hoje é o título mais importante para mim. Pelo simbolismo, seria legal porque estaríamos comemorando os 40 anos do título, seria muito legal. Mas enfrentar a Ponte seria muito difícil, jogar em Campinas é super complicado, não é brincadeira. Tem o lado positivo para a Ponte também. Esperar 40 anos para uma grande revanche, nunca foi campeã paulista. Seria uma festa legal”.

Qual a projeção que o Sr. faz para o Campeonato Brasileiro?

“Acredito eu, a nossa ideia é trazer mais dois ou três jogadores, para deixar o elenco mais forte. Acabando o Paulista, a gente vai se dedicar nisso também, para deixar o time mais forte no Brasileiro. O Brasileiro sempre é difícil. Esse ano, a gente está vendo aí quatro, cinco, meia dúzia de clubes, e queremos estar dentro desse grupo, que tem chance de conquistar o título. Então, nós vamos nos preparar para isso”.

O seu vice-presidente André Olíveira divulgou vídeos onde afirma que está de olho em todo mundo e que sabe quem se aproveitou do clube. O que o Sr. acha sobre isso?

“Acho que você tem que perguntar para ele, porque eu também não sei. Eu li a matéria, me encontrei com ele no jogo, mas não perguntei a ele e nem sei o que ele quis dizer. Conheço o André. A gente sabe que ele gosta de provocar os adversários. Estamos num ano político, não podemos esquecer isso no Corinthians. Então, deve ser mais um fato relacionado à política”.

Roberto de Andrade termina seu mandato, em fevereiro de 2018. O Corinthians foi campeão brasileiro em 2015, mas viveu um 2016 complicado. Em 2017, Roberto escapou de um processo de impeachment no Conselho Deliberativo, em fevereiro.

 


Vice licenciado do Corinthians critica o presidente e sua conduta
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Alexandre Praetzel

Jorge Kalil pediu licença da vice-presidência do Corinthians. Aos 61 anos, conselheiro desde 1980 e vitalício, a partir de 2002, Kalil sentiu que deveria se afastar, após um episódio lamentável na área interna do Parque São Jorge. O blog conversou com ele com exclusividade e apresenta agora a razão do seu afastamento e as críticas ao presidente Roberto de Andrade. Acompanhem.

Pedido de licença

“Por motivo de saúde. Estava tendo alguns problemas com algumas pessoas no Corinthians. Algumas pessoas estavam me fazendo mal na saúde e no emocional. A gota d’água foi no sábado, dia 03 de dezembro. Estava no clube e pedi a um diretor para falar com um sócio. Disseram que não era possível. Outro conselheiro veio falar comigo sobre o presidente e discordei. Esse conselheiro veio em direção a mim com o dedo em riste e o ouvidor do clube tomou partido pelo agressor. Tive uma arritmia cardíaca e passei o fim de semana em observação. Tive que tomar remédio para dormir. As pessoas no Corinthians não são mais importantes do que a saúde. Isso são fatos que vêm da administração do nosso presidente. Jamais tomaria esta atitude por desacordos, embora tenha muitos. Respeito o presidente e o regime é presidencialista. Se assim for, respeito a hierarquia. Jamais me insurgi, mas discordo de uma série de condutas”.

Desacordos

“O presidente não fez uma reunião de diretoria neste ano. Como pode governar, sem os seus pares? Se eu tiver que falar com o presidente, tenho que ir à concessionária dele. Não nos consulta para nada. Contratou um treinador sem passar pelo diretor de futebol. Nomeou diretores sem comunicar os vice-presidentes. Ele disse que vice-presidente não tem muita função. Quando contratou o atleta Jô, perguntei a ele sobre o pagamento de R$ 1.750.000,00 de comissão ao empresário. Ele respondeu que é praxe e eu não concordei, evidentemente. Como não temos voz, isso tudo causou problemas emocionais e de saúde. Tomara Deus que a arritmia não volte mais”.

A favor ou contra do impeachment

“Quero o melhor para o Corinthians, com qualquer decisão”.

Oswaldo de Oliveira

“É minha opinião pessoal como torcedor. Eu teria outros nomes como prioridades”.

Flávio Adauto e Alessandro

“Não tenho nada a comentar. É precoce analisar Adauto e Alessandro o conheço como ex-atleta. O tempo dirá se eles foram competentes ou não. Foram escolhas exclusivas do presidente”.

Andrés Sanchez

“Não tenho nada contra ele. Foi um dos maiores presidentes da história. Penso que no momento, ele está afastado das decisões do Corinthians. Qualquer coisa em contrário, não é do meu conhecimento. Creio que ele tem apoiado o Roberto”.

Clube rachado

“Corinthians sempre foi complicado politicamente. Nunca houve apenas situação. Sempre houve oposição. Isso é salutar em qualquer regime. O momento é turbulento porque há descontentamento por parte de integrantes da situação e oposição e há também concordância da gestão por parte da oposição. Isso faz parte do regime democrático”.

Situação financeira

“Sempre preocupará. A condição para o Corinthians ter um grande time dependerá da situação financeira. Sou radicalmente favorável a profissionalização de vários setores do clube. Um economista renomado para cuidar das contas do Corinthians, reconhecendo a competência do atual, Emerson Piovesan. Principalmente, no jurídico, marketing, financeiro, futebol e categorias de base. O presidente não é favorável a isso. Talvez o errado seja eu”.

Estádio

“Gostaria muito de ver o resultado da auditoria que foi contratada. Sou favorável a aguardar todos os resultados da auditoria e todos os outros estudos que estão feitos para saber se houve ou não superfaturamento. Nenhuma atitude deve ser tomada, antes dos resultados concretos, inclusive estudar a possibilidade e debater no Conselho, a possível suspensão do pagamento para a construtora”.

2017

“Dias melhores virão. O Corinthians é o maior de todos. É muito forte. Voltará ao lugar de onde nunca deveria ter saído. A situação será mais díficil, mas para o Corinthians tudo é possível”.

Sonho de ser presidente

“Qualquer especulação nesse sentido só atrapalha o clube. Minhas três razões da vida são minha família em primeiro lugar, acima de tudo. A seguir, vem a medicina e somente depois viriam alguns amigos e o Corinthians. Nesse momento, não penso nisso”.

Jorge Kalil não quis se manifestar sobre o nome do conselheiro que o agrediu verbalmente e o ouvidor que concordou com o ato. Kalil tem história no clube e foi diretor médico da gestão de Vicente Matheus e membro do CORI(Conselho de Orientação Fiscal).


Strenger vê cenário difícil no Corinthians e promete combate à corrupção
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Alexandre Praetzel

O Corinthians terá votação para aprovação das propostas de mudança do estatuto, neste sábado, no Parque São Jorge. A principal determina o fim do “Chapão”, que permitia que apenas a chapa mais votada elegesse todos seus membros. O blog conversou com o presidente do Conselho Deliberativo, Guilherme Strenger. Acompanhem.

Proposta de mudança na votação para conselheiros

“Para eleição dos conselheiros trienais serão constituídas chapas de 25 associados para concorrerem aos cargos em disputa de 200 conselheiros efetivos e 50 suplentes. Serão eleitas as chapas votadas, obedecendo-se os seguintes critérios: as oito chapas mais votadas preencherão os cargos de conselheiros trienais efetivos e as duas chapas remanescentes, que obtiverem a 9ª e 10ª classificação, preencherão as vagas referentes aos 50 conselheiros suplentes”.

Andrés Sanchez manda no clube ou isso terminou

“Esta pergunta você deve dirigir ao presidente Roberto de Andrade. Entretanto, infelizmente, nenhum clube está livre da interferência de ex-dirigentes. A solução para este problema é tornar o o clube cada vez mais democrático e transparente”.

Há corrupção no clube

“O que eu posso dizer na qualidade de presidente do Conselho Deliberativo é que, caso haja prova da ocorrência de corrupção no Corinthians, certamente tomarei todas as providências cabíveis. A corrupção não pode ser tolerada, devendo ser combatida rigorosamente em todas as áreas.”

Gestão de Roberto de Andrade

“Roberto de Andrade, desde o começo da sua gestão, vem procurando reduzir os custos e a dívida existente, para amenizar a crise. Isto tem um custo, que acaba refletindo na equipe de futebol. Evidentemente, quando a equipe não vai bem, começam a surgir críticas em relação à administração do presidente. Isto acontece em qualquer clube, mas no geral, entre erros e acertos, o presidente Roberto está trabalhando com responsabilidade”.

Pagamento e custos do estádio preocupam

“Com certeza, o pagamento e custos do estádio são preocupantes. Se, como dizem, o custo do estádio chegar ao valor de R$ 1,64 bilhão, o cenário se tornará extremamente difícil. O naming rights e os Cids não foram negociados. A situação realmente é complicadíssima, principalmente pelas notícias da imprensa, dando conta de que a construção do estádio estaria sendo investigada na Lava-Jato. Vamos aguardar e ver o que vai acontecer”.

Segundos dados de conselheiros, o Corinthians gasta R$ 7 milhões mensais com a operação da Arena. Só a limpeza, custa R$ 1,3 milhão num contrato com uma empresa do setor. Todas as rendas com bilheteria vão para um fundo para abatimento da dívida do estádio. A votação de sábado começa às 9h e termina às 17h. São esperados cerca de dois mil associados.


Oswaldo de Oliveira é bilhete lotérico do Corinthians em ebulição
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Alexandre Praetzel

Oswaldo de Oliveira volta ao Corinthians por uma preferência pessoal de Roberto de Andrade. Em 2013, após a saída de Tite, Roberto já queria contratar Oswaldo, mas perdeu a escolha para o presidente Mário Gobbi, que trouxe Mano Menezes, na ocasião. Com isso, Roberto deixou o departamento de futebol corintiano. Agora, aproveitou que tem a caneta e definiu o retorno do técnico.

Como repórter, acompanhei mais próximo o trabalho de Oswaldo no Santos e Palmeiras nos dois anos anteriores. Foi vice-campeão paulista em 2014 e 2015, perdendo para o Ituano e para o Santos, respectivamente. Foi dispensado do time da Vila Belmiro por divergências com a diretoria e caiu no Palmeiras pelo mau início do Brasileiro. Houve legados pequenos e nada que fosse muito destacado, ao contrário do trabalho no Botafogo, em 2013, quando foi campeão carioca e levou o time à Libertadores da América.

A rejeição ao nome de Oswaldo é gigantesca na torcida, sócios e conselheiros. Isso é um problema para o presidente. Na primeira série de derrotas, todo o conflito virá à tona. É assim no futebol brasileiro, infelizmente. Particularmente, acho um bilhete lotérico. A chance de dar certo é pequena.

Oswaldo gosta de jogadores experientes e já não tem a mesma paciência em lidar com os jovens. O Corinthians terá um grupo limitado em 2017, devido a situação financeira difícil e o trabalho do treinador será triplicado. Taticamente, o Corinthians foi muito forte nos últimos anos, característica bem diferente das formações de Oswaldo.

É um resgaste do passado, por um profissional campeão em 1999 e 2000, mas dispensado em 2004. Aos 65 anos, talvez Oswaldo tenha seu maior desafio da carreira, dirigindo um Corinthians em ebulição. A conferir.

 


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